Sonie Gabrielle Colette – conhecida apenas e simplesmente como Colette - foi uma das grandes escritoras francesas entre o final do século XIX e início do XX, além de ter sido atriz e jornalista. Uma mulher à frente de seu tempo, vivida nesta cinebiografia por Keira Knightley (‘Orgulho & Preconceito’), que está impecável. Trata-se de uma história de altos e baixos, com muita superação e inspiradora. Em tempo: há, ainda em seu início, certos paralelos entre a história de Colette com outro filme, ‘A Esposa’.
Emily Brontë morreu cedo demais. Aos 30 anos, a escritora de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ deu seus últimos suspiros de vida, deixando para trás, porém, uma das obras mais relevantes (e lidas) do século XIX. Sua história é contada e imaginada em ‘Emily’, onde Emma Mackey (‘Sex Education’, da Netflix) interpreta essa escritora em sua juventude. Ainda que muitos aspectos de sua vida sejam imaginados, já que há poucas informações sobre a autora, é interessante mergulhar no que há por trás desse livro e, principalmente, é inspirador conhecer melhor uma figura tão marcante e importante. Só é uma pena que a diretora e roteirista estreante Frances O'Connor não traga nada muito original em seu formato, apostando naqueles elementos básicos de cinebiografias.
Biografia da escritora norte-americana Shirley Jackson, conhecida por seus contos de terror como ‘A Maldição da Residência Hill’. Ela foi pioneira no gênero e inspirou Neil Gaiman, Stephen King e outros autores que vieram depois. O legado dela foi muito bem honrado nesta produção, que parece um de seus livros. Por conta disso, ‘Shirley’ é um daqueles filmes que ou você ama ou odeia. A diretora Josephine Decker fez uma interessante adaptação para o cinema da biografia escrita por Susan Scarf Merrell. A escolha de Elisabeth Moss para viver Shirley foi certeira. Como em tudo que Moss faz, novamente, acompanhamos uma excelente atuação que chega a ser magnética. É difícil tirar os olhos dela assim que aparece na tela.